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Projeto Entre Águas Amazônicas realiza Feira do Caranguejo em Soure, no Pará

  • institutomamiraua
  • 6 de fev.
  • 4 min de leitura

Evento acontece neste fim de semana em parceria com o Instituto

Mamirauá, Governo do Pará, Prefeitura de Soure e outras instituições.




Realizada pelo Projeto Entre Águas Amazônicas, por meio do Instituto Mamirauá, a Feira do Caranguejo acontece neste domingo (31), das 8h às 12h, em frente ao Mercado Municipal de Soure, no arquipélago do Marajó. O evento conta com a parceria da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (SEDAP-PA), da Prefeitura Municipal de Soure e de outras instituições.


No sábado (30), o evento oferecerá um curso de capacitação para 50 participantes. A formação, voltada ao armazenamento e ao abastecimento sustentável do caranguejo, já conta com todas as vagas preenchidas para integrantes da Associação dos Usuários da Reserva Extrativista Marinha de Soure (Assuremas). Também serão abordados tema como precificação e mercado.


Com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva e sustentável do caranguejo e de outros produtos da sociobiodiversidade, a feira oferece espaços para comercialização, divulgação e valorização da produção extrativista e da agricultura familiar, além de promover a cultura e o turismo local por meio da culinária, artesanato e apresentações de Carimbó.


Durante o evento, estarão à venda cerca de 500 caranguejos frescos, acondicionados em basquetas ecológicas, garantindo o transporte adequado. O público também encontrará produtos derivados, como patas e massa de caranguejo da Reserva Extrativista (Resex), além de pratos preparados à base do crustáceo, como tortas salgadas, salpicão e camusquim, direto da cozinha da maré, iniciativa que envolve Clubes de Poupança e a Rede de Mulheres Mães do Mangue. O público também terá acesso a produtos da agricultura familiar e, ainda, poderá aproveitar as apresentações musicais com os grupos de carimbó Eco Marajoara e Vida Ativa.


A realização da feira, também tem como objetivo reduzir os impactos ambientais e combater o extrativismo ilegal do caranguejo na Reserva Extrativista (Resex), que prejudica os associados que atuam de forma legal e sustentável. Além disso, a iniciativa busca sensibilizar todos os trabalhadores e trabalhadoras da cadeia produtiva para a adoção de novas práticas de armazenamento e comercialização da espécie.


“Nessas regiões de mangue, grandes compradores pagam preços muito baixos e revendem mais caros em outros locais, além de invasores que retiram caranguejos ilegalmente não respeitando o defeso da espécie. Isso reduz a renda dos trabalhadores e trabalhadoras locais, além de pressionar o estoque de caranguejos no mangue bem como a conservação da espécie. O treinamento junto à feira busca fortalecer a cadeia produtiva do caranguejo de forma sustentável e criar novos espaços de comercialização, garantindo uma renda mais justa.” Pontua a Coordenadora do Núcleo de Inovações e Tecnologias Sustentáveis do Instituto Mamirauá, Tabatha Benitz.


O Projeto Entre Águas Amazônicas prevê a realização de mais 47 Feiras do Caranguejo no Pará, ao longo de 3 a 4 anos. As ações incluirão treinamentos sobre armazenamento da espécie com uso de basquetas e precificação. Dentre elas, oito feiras contarão também com festival gastronômico.


A iniciativa do projeto na cidade de Soure gerou uma parceria entre o Instituto Mamirauá e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap-PA) com a assinatura de um Termo de Cooperação Técnica, publicada na quarta-feira (27) no Diário Oficial do Estado do Pará.


Contribuem para a realização do evento a Rede Mães do Mangue, a Associação dos Usuários da Reserva Extrativista Marinha de Soure (ASSUREMAS), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Rare, Feira Raiz, instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará – Ideflor-bio, Fundo CASA e a Rede Cuíra – Jovens Protagonistas dos Manguezais Amazônicos.


O evento integra o Projeto “Entre Águas Amazônicas”, financiado pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), executado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e implementado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), tendo o Instituto Mamirauá como instituição executora.



Sobre o projeto “Entre Águas Amazônicas”

“Entre Águas Amazônicas” é um projeto que atua em cerca de 4,8 milhões de hectares, distribuídos entre unidades de conservação, terras indígenas, áreas ribeirinhas e outras áreas produtivas nos estados do Pará, Amazonas e Amapá.


Seu objetivo é fortalecer a gestão participativa dos recursos naturais para promover o desenvolvimento sustentável, conservar a biodiversidade, manter os estoques de carbono, a preservação florestal e melhorar as condições de vida de comunidades tradicionais.


O projeto também atua na melhoria e na recuperação dos ecossistemas de várzeas e mangues, que estão entre os mais ameaçados da Amazônia. Por serem áreas úmidas, essas regiões são fundamentais tanto para as populações locais quanto para o equilíbrio do planeta e, para garantir a manutenção e conservação desses ambientes, são promovidas ações de capacitação, desenvolvimento de planos de manejo, monitoramento e fortalecimento de governança.


O projeto “Entre Águas Amazônicas” conta com financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), execução pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e implementação pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), tendo como organização executora o Instituto Mamirauá, que vem realizando ações e atividades do projeto em todos os seus estados de atuação.



Foto: Alex Ribeiro Ag. Pará



 
 

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